Como analisar os demonstrativos financeiros da sua empresa

16/06/2015 às 17:54:28

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A reportagem vem ao encontro dos assuntos discutidos durantes as aulas da disciplina Contabilidade Gerencial e da disciplina Gestão Financeira e de Vendas, mostrando que a análise de demonstrativos financeiros e contábeis é importante em todas as organizações, independente do seu tamanho. Ela demonstra que saber analisar indicadores-chaves pode trazer melhor desempenho. Por exemplo, na área comercial saber analisar indicativos de giro do ativo, giro de estoque e ciclos econômicos e financeiros é fundamental. Indicadores sobre o fluxo de caixa e o perfil de endividamento se destacam em qualquer empresa. Um conceito importante é que dentre os diversos indicadores disponíveis para analisar a saúde financeira de uma empresa temos que saber utilizar aqueles que sejam mais relevantes para o negócio.

 

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Confira na íntegra:

A análise de demonstrativos financeiros e contábeis é mais uma arte do que ciência. Muitas empresas, mesmo grandes, costumam ignorar informações relevantes dos demonstrativos financeiros, o que mostra que não existe somente uma forma simples e direta de fazer a análise.

Este não é um problema exclusivo dos pequenos empresários. Uma das principais reclamações em reuniões de conselhos de administração de grandes empresas norte-americanas é a de que os sumários executivos dos indicadores financeiros entregues aos conselheiros são muito extensos, áridos e pouco informativos.

Como as pequenas e médias empresas são menos complexas (mas não menos complicadas), o ideal é se concentrar, em um primeiro momento, em poucos indicadores-chaves de desempenho da empresa.

Uma empresa de comércio deveria, por exemplo, focar em indicadores que fornecessem informações sobre o desempenho do negócio-chave da empresa, como giro do ativo, do estoque, e ciclos econômicos e financeiros.

Uma empresa de serviços, por sua vez, pode usar indicadores ligados à produtividade, como margens bruta e líquida e retorno sobre patrimônio líquido. Em todos os casos, indicadores sobre o fluxo de caixa são necessários, assim como entender o perfil de endividamento.

Nenhuma empresa tem como utilizar de forma eficiente a maioria dos indicadores disponíveis, já que são centenas. Concentre-se em alguns e, ao longo do tempo, ajuste-os para não cair na armadilha de dar foco permanente a poucos indicadores – afinal a empresa é um organismo que evolui e, portanto, a análise financeira deve seguir esses passos.

Rodrigo Zeidan é especialista em finanças e professor da Fundação Dom Cabral

Fonte: Exame.com